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    Fraturas da Pelve ou Bacia

    Fraturas da Pelve ou Bacia

    A Pelve, ou Bacia, compreende dois ossos laterais, os iliacos (formados por ilíaco, ísquio e púbis), e o sacro. O sacro articula-se de cada lado com os ilíacos, enquanto os ilíacos unem-se anteriormente pela sínfise púbica. A pelve comporta-se como uma unidade e seus ossos estão intimamente relacionados aos movimentos da coluna vertebral. O peso do corpo é transmitido aos membros inferiores através da pelve. O osso ilíaco tem uma parte superior alargada e uma porção inferior com uma grande abertura, o buraco obturado. Na face externa desse osso, acima desse buraco, há uma cavidade em forma de taça, o acetábulo. O acetábulo tem 2 bordas, anterior e posterior. A cabeça do fêmur articulando-se dentro do acetábulo dá origem a articulação do quadril. Existem diferenças mecânicas entre a pelve masculina e feminina. A pelve feminina é mais larga para dar passagem ao feto durante o parto. Os ossos da pelve formam um anel externo no quadril, se a fratura não interrompe a continuidade deste anel, não altera a estabilidade a nível pélvico.

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    Fraturas da bacia e acetábulo ocorrem geralmente em acidentes de trânsito ou traumas de alta energia em pacientes jovens, mais comumente em pacientes masculinos com 30 a 40 anos de idade. Idosos com ossos osteoporóticos também são frequentemente diagnosticados com fraturas de pelve sem grave deslocamento após quedas da própria altura. O diagnóstico da fratura é simples, com Radiografia, alguns casos a Tomografia Computadorizada ou a Ressonância Magnética podem ser necessárias para auxiliar condutas ou fazer diagnósticos complementares de outras estruturas lesionadas. Por se tratar muitas vezes de acidentes, podem ser despercebidas e negligenciadas, podendo causar sérias sequelas se não manejadas adequadamente.  Algumas vezes, mesmo que corretamente tratadas, resultam em limitação para caminhar, dor crônica, disfunções urológicas, gastrointestinais, sexuais e psicológicas. Apesar das múltiplas possíveis complicações, a grande maioria dos pacientes recupera a função normal, sem dor e com movimento.

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    FRATURAS DO ACETÁBULO

    As fraturas do acetábulo envolvem a região articular do quadril. A cartilagem acetabular é considerada um tecido nobre, não se regenera e é altamente especializada para suporte do peso corpóreo e movimentação, devido ao trauma ela pode degenerar-se e levar a uma coxartrose pós-traumática mesmo anos após o acidente.

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    Geralmente lesões que ocorrem fora da área de carga têm melhor prognóstico. O resultado final só é conhecido após meses ou anos depois tratamento inicial. São de tratamento eminentemente cirúrgico, tentando resgatar a superfície articular. Em casos selecionados, como em idosos, fraturas graves podem ter indicação de artroplastia de quadril na fase aguda da fratura, e fraturas sem desvio maior, de tratamento conservador com repouso. A cirurgia sempre está indicada com desvios e quando ocorre no local de carga.

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    FRATURA DO RAMO ISQUIO PÚBICO

    As fraturas do Ramo isquio púbico são mais comuns em pacientes idosos e associados a queda de própria altura, pela característica de baixa energia, não possuem grandes desvios e pela baixa demanda dos pacientes e pela localização, não articular, são tratadas conservadoramente (repouso, medicação e fisioterapia – tanto motora como respiratória). Quando se faz necessária a cirurgia, usam-se placas de reconstrução para sustentação dos fragmentos ósseos.

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    FRATURA DA ASA DO ILÍACO

    Essas fraturas podem resultar de cargas diretas de alta energia e são raras. Pode ser instituído o tratamento conservador em pacientes sem desvios, quando possuem grandes deformidades ou deslocamento significativo a cirurgia está indicada. Pequenos clamps ou pinos podem ajudar na redução, usam-se parafusos percutâneos para fixação com bons resultados em alguns casos. Fraturas com desvio na incisura isquiática maior podem causar lesões das estruturas vasculares glúteas.

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    DISJUNÇÃO SÍNFESE PÚBICA

    As fraturas e disjunções da pelve ou anel pélvico envolvem os ossos da bacia e o sacro desde a região posterior, o sacro, até a região anterior, chamada de sínfise púbica. São mais comumente vistas em jovens devido a acidentes de alta energia, como acidentes automobilísticos ou quedas de altura.

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    As lesões resultantes podem variar desde simples avulsões ósseas até disjunções pélvicas que podem levar a uma hemorragia maciça. Quando ocorre uma ruptura instável ou desviada (diastáse acima de 2,5cm), existe indicação de fixação da mesma.

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    FRATURAS DO SACRO

    O sacro é formado por 5 vértebras (S1 a S5) e articula-se com os ilíacos, possui um formato triangular, e como as fraturas da bacia, podem ter pouco ou nenhum desvio, em pacientes de mais idade associados a osteoporose, com indicação de tratamento conservador; e fraturas com desvio, associadas a trauma de alta energia, e que estão mais comumente associadas ao tratamento cirúrgico. As fraturas que possuem desvios ou fragmentos nos forames, correlacionando-se com sinais e sintomas de lesão nervosa, possuem indicação de fixação interna.

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