A perda na integridade do Osso é definida como Fratura, e pode ocorrer em qualquer Osso do organismo. O Ombro é composto por 03 Ossos – Úmero Proximal (parte proximal do braço), Clavícula e Escápula (a Omoplata, popularmente chamada de pá). As Fraturas do Ombro podem acometer qualquer um desses Ossos e possuem indicações de tratamento variável, a depender do tipo de fratura que temos. Mesmo Fraturas do mesmo Osso dependem desta classificação para poder ter a indicação de tratamento adequado. Fraturas provocam dor e sangramento local pela ruptura da estrutura que envolve o Osso (Periósteo), formando o hematoma local. Lesões mais graves, relacionadas a traumas de mais energia, decorrentes de acidente automobilístico ou lesões por armas de fogo, por exemplo, podem acompanhar lesões associadas de tecidos ao redor do osso (músculos, vasos sanguíneos, tendões, nervos, etc.) causando maior gravidade. Vamos conversar sobre as Fraturas dos 03 Ossos que compõe Ombro.

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FRATURAS DO ÚMERO PROXIMAL

As Fraturas do Úmero Proximal são as mais frequentes do Ombro, atingindo comumente idosos ou jovens (é a terceira fratura mais comum do corpo humano). Nos pacientes mais jovens as causas estão normalmente ligadas a acidentes de maior energia (quedas de motos e bicicletas, etc). Já nos idosos, a Fratura pode acontecer por uma queda em casa ou na calçada, atrelada a porosidade (fraqueza) dos ossos.

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Existe uma variedade grande entre os tipos de Fratura, elas podem acometer diferentes partes e serem ou não desviadas. Quanto mais desviados esses fragmentos (“partes” do osso) mais grave é a Fratura. As Fraturas com desvio entre os fragmentos são classificadas de acordo com o número de partes (podem ser de 2 a 4 partes). Quanto maior o número de partes, associado ao desvio, pior será a fratura. Outros critérios podem ser usados para determinar a gravidade da Fratura; como presença de Luxação da cabeça do úmero, Fratura com degrau na articulação, etc.

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O diagnóstico começa com o exame do paciente; dor na região e dificuldades de mover o ombro, hematomas no local, inchaço (edema) e crepitação são alterações que ocorrem nas Fraturas. O paciente deve ser encaminhado para realizar uma Radiografia Simples, exame bastante simples e que diagnostica a maioria das Fraturas, além de orientar a conduta. Em alguns casos é necessária também uma Tomografia Computadorizada (TC) ou Ressonância Magnética (RNM), para avaliar Fraturas menores, sem desvio e/ou não perceptíveis na Radiografia Simples.

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A maioria dos pacientes com pouca fragmentação possui indicação de Tratamento Conservador, com uma tipoia e medicação necessários. Em cerca de 45 dias ocorre a cicatrização óssea. Alguns pacientes podem precisar também de fisioterapia. Nos casos mais graves, cerca de 20%, a Cirurgia pode ser indicada, elas são recomendadas em situações onde existe um grande número de partes, desalinhamento dos fragmentos da Fratura e também Fraturas com Luxações. O tipo da Cirurgia vai depender de cada caso e suas especificações (como idade do paciente e qualidade óssea), havendo a possibilidade de utilizar placas, parafusos ou próteses para reestruturar o local da Fratura. A recuperação conta com um período de imobilização/repouso e Fisioterapia.

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FRATURAS DE CLAVÍCULA

A Fratura da Clavícula acontece principalmente em jovens que praticam esportes de impacto e ciclistas. Ela conecta a Caixa Torácica ao Ombro e fica perto de vários vasos sanguíneos e nervos. Sem ela, o braço ficaria “flutuando” sendo sustentando pelos músculos. Ela faz muita diferença e é importante ficar atento a qualquer sinal de lesão na clavícula.

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O paciente sente dor na região e tem dificuldades para levantar o Ombro, hematoma, deformidade e crepitação no local. O exame de imagem para o diagnóstico seria a Radiografia Simples, que são o suficiente na maioria dos casos para o diagnóstico.

O Tratamento pode ser Conservador, com imobilização com tipoia e/ou faixa 8, repouso e medicamentos para dor, a consolidação óssea ocorre, normalmente, entre 4 e 6 semanas. A Cirurgia está indicada em alguns casos: Fratura Exposta, grandes desvios que não mantem contato entre os fragmentos, encurtamento da Clavícula (fragmentos cavalgados), etc. A utilização de placas e parafusos são a escolha na maioria dos casos. A fisioterapia começa no pós-operatório imediato nos casos com estabilidade rígida.

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FRATURAS DA ESCÁPULA

As Fraturas de Escápula (ou Omoplata) são as menos comuns entre as Fraturas de Ombro, e correspondem a menos de 1% de todos os ossos quebrados; estão associadas a traumas de alta energia (acidentes de carro e de moto) e costumam estar ligadas a outras lesões (Fraturas da costela, lesões pulmonares e danos à medula espinhal).

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Elas causam dor, inchaço (edema) e rigidez, além do desvio que pode ser palpável e percebido pela crepitação na região posterior do ombro. A Radiografia Simples são os exames iniciais, e em alguns casos a Tomografia Computadorizada pode ser usada para a definição de diagnóstico e conduta.

As Fraturas da Escápula são tratadas em sua maioria pelo método convencional não cirúrgico, com uso de imobilização e repouso, associados a medicação analgésica. O Tratamento Cirúrgico não é o principal, utilizamos placas e parafuso para a fixação óssea, e apresenta um pós-operatório um pouco mais lento, pela características do osso (mais esponjoso e com cortical bem fina). Mesmo  com o tratamento cirúrgico a imobilização está indicada, e devemos lançar mão da fisioterapia para a recuperação completa do Ombro.

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