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    Capsulite Adesiva – Ombro Congelado

    Capsulite Adesiva – Ombro Congelado

    A capsulite adesiva do ombro, também conhecida como “ombro congelado”, é uma doença idiopática, com duas características principais: dor e diminuição de mobilidade articular. Em 1992, a Sociedade Americana de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (ASES), definiu a capsulite adesiva do ombro como “uma condição de etiologia incerta, caracterizada por significante restrição da mobilidade ativa e passiva do ombro, que ocorre na ausência de alterações intrínsecas do ombro”.

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    A cápsula articular do ombro é uma estrutura a base de colágeno, elástica e flexível, que reveste a articulação, ajudando na estabilidade e na função do ombro. Quando inflamada ela incha, fica vermelha e mais espessa; apresentando uma diminuição de sua elasticidade. A contratura parece ser ocasionada por hiperplasia fibroblástica e excessiva secreção de colágeno tipo III, mas que acomete estruturas fora da articulação também. A dor parece ser neurologicamente mediada com alterações distróficas do Sistema Simpático Reflexo em pacientes com capsulite adesiva.

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    Ela caracteriza-se por dor mal-localizada no ombro e de início espontâneo, geralmente sem história de trauma; torna-se muito intensa, mesmo em repouso, e com piora à noite, tendo piora aos movimentos. Sua intensidade costuma diminuir em algumas semanas e a mobilidade do ombro torna-se progressivamente limitada. Acomete especialmente o sexo feminino e o lado mais envolvido é o não-dominante. Pacientes diabéticos tem maior predisposição, em até 40%,  além de pacientes com doenças neurológicas, em uso de anti-convulsivantes, acidente vascular cerebral, dislipidemia, tireoideopatias, doenças intratorácicas, entre outras.

    RITMO-ESCAPULAR

    O diagnóstico precoce e preciso é essencial para o início do tratamento correto e para um bom resultado final. O diagnóstico é feito através da história clínica e exame físico, observando a mobilidade (preservada no início), e as dores. A Radiografia frequentemente é normal, podendo ocorrer diminuição do espaço articular. A Ultrassonografia pode ser realizada para pesquisar lesão dos tendões do Manguito rotador associados. A Ressonância Magnética é o exame mais completo, conseguindo mostrar lesões associadas, além da retração dos ligamentos e cápsula encontrados na Capsulite Adesiva.

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    O tratamento visa o alívio da dor-desconforto (primeiro passo) e a recuperação da mobilidade do ombro (segundo passo), existindo assim duas fases distintas para serem trabalhadas. Os melhores resultados são obtidos quando o diagnóstico e as medidas terapêuticas são implantadas precocemente, antes mesmo da limitação dos movimentos. Inicialmente podemos lançar mão do tratamento fisioterápico e medicação; ou então do uso de bloqueios no ombro, com posterior tratamento fisioterápico; ambos objetivando a resolução do quadro. Em trabalho publicado por nossa equipe no European Conference of Orthopedics and Osteoporosis e no International Congress of Shoulder and Elbow Surgery encontramos os melhores resultados associando os bloqueios antes de iniciar a fisioterapia. Quando esses tratamentos falham a Artroscopia passa a ser a melhor, podendo ser realizado tratamentos com manipulação articular, acupuntura, quiropraxia, etc; na tentativa de evitar o procedimento cirúrgico.

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