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    Epicondilite Lateral do Cotovelo (Cotovelo do Tenista)

    Epicondilite Lateral do Cotovelo (Cotovelo do Tenista)

    A epicondilite lateral ou cotovelo do tenista são termos que têm sido aceitos e utilizados para descrever uma síndrome dolorosa localizada na região do epicôndilo lateral (lado externo do cotovelo).

    Existem dois grupos distintos de pacientes com a patologia, um grupo formado por pacientes jovens, atletas e que praticam intensamente atividades como tênis, squash, paddle, etc; no qual o sobreuso é o fator preponderante. O outro grupo é representado por pessoas entre 35 e 55 anos nas quais o início dos sintomas é relativamente incidioso, geralmente são trabalhadores que exercem atividades de repetição ou esforços intensos isolados. Ocorre igualmente entre os sexos.

    Um amplo espectro de teorias quanto à fisiopatologia da epicondilite lateral do cotovelo foram propostas, dentre elas, a inflamação da bursa rádio umeral, sinovite do cotovelo, inflamação do ligamento anular decorrente de trauma e até uma periostite traumática na origem do extensor radial curto do carpo, ocasionada por repetidas extensões. A teoria aceita atualmente foi descrita por Nirschl e Pettrone, em 1979. A lesão seria resultado da aplicação de tração contínua por repetição, resultando em microrupturas na origem do extensor radial curto do carpo seguido de fibrose e formação de tecido de granulação. A vascularização local é precária (infarto tecidual), provocando maior predisposição a patologia e maior tempo de recuperação. Vários estudos seguintes confirmaram os achados de Nirschl e Pettrone.

    A anamnese é a base para o correto diagnóstico. O paciente refere dor sobre o epicôndilo lateral, que se irradia ao longo dos músculos extensores. Pode localizar-se posteriormente ao epicôndilo. As radiografias de rotina do cotovelo são de pouco auxílio no diagnóstico da epicondilite. Cerca de 22% dos pacientes podem apresentar calcificações na região correspondente à inserção dos extensores no epicôndilo lateral, contudo, estes achados não afetam o prognóstico e podem desaparecer após o tratamento. A ultrassonografia pode demonstrar a presença de fluido hipoecogênico subjacente ao tendão extensor comum dos dedos, laceração e microrupturas do tendão, e diminuição de ecogenicidade.  A ressonância magnética se torna exame de exceção, a eletroneuromiografia (ENMG) dinâmica avalia a possibilidade de compressão do nervo interósseo posterior, que apresenta sintomatologia na região do terço proximal do antebraço e pode, ainda, ocorrer em associação com a epicondilite lateral.

    O tratamento da epicondilite lateral permanece controverso, com uma variedade de modalidades terapêuticas descritas, tanto conservadoras quanto cirúrgicas. O tratamento conservador é a escolha inicial e se baseia em quatro pontos principais: repouso relativo; fisioterapia; exercícios caseiros e medicação. A cirurgia é indicada após algum período de tratamento conservador sem melhora, ou nos casos de recidivas.

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