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    Fraturas da Perna e Joelho

    Fraturas da Perna e Joelho

    Quando atingimos a idade adulta o nosso corpo está formado por 206 ossos, e cada um deles cumpre uma importante função; como caminhar, nos mover, saltar e até escutar. A perna é o segmento dos membros inferiores que vai desde o joelho até o tornozelo. Os ossos da perna são dois: A Tíbia (osso longo que nos ajuda a suportar o nosso peso, maior e mais importante) e a Fíbula (ou perônio, está localizado na parte externa de nossa perna, auxiliando a tíbia a suportar parte do peso do corpo e a formar as articulações do joelho e tornozelo).

    PERNA

    As fraturas da tíbia são as mais freqüentes entre as dos ossos longos (cerca de 300.000 casos anualmente nos EUA e provavelmente em torno de 50.000 no Brasil). O complexo destas fraturas engloba desde as chamadas fraturas por estresse (fratura por fadiga), que são primordialmente falhas ósseas, passando pelas fraturas sem desvios e estáveis, causadas por traumas de baixa energia, até os traumatismos de alta energia que resultam em perda da continuidade dos tecidos moles, insuficiência vascular, disfunção neurológica e perda de tecido ósseo. Quando o dano a estes diferentes grupos de tecidos é suficientemente grande, a viabilidade do membro poderá estar comprometida, podendo resultar em amputação.

    fratura por estresse

    As fraturas da perna podem ser subdivididas em 3 tipos: as proximais (mais próximas ao joelho), as diafisárias (no meio da perna) e as distais (próximas ao tornozelo).O principal exame é a radiografia, raramente haverá necessidade de exames mais sofisticados como tomografia computadorizada ou mesmo ressonância nuclear magnética para diagnosticar as fraturas (lesões associadas, como as ligamentares, necessitam de exames mais precisos).

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    A tíbia proximal, é a porção superior do osso que se alarga e irá ajudar a formar a articulação do joelho, compreendem 1% a 2% de todas as fraturas do corpo, sendo que 60% dessas fraturas envolvem o planalto ou platô tibial (este subtipo será tratado em fraturas do joelho). Podem ser provocadas por: carga axial / queda de altura; movimento brusco e de forte intensidade em que ocorre angulação da perna; acidentes automobilísticos; e queda da própria altura (em idosos pela osteoporose). O tratamento pode ser Conservador (fraturas estáveis, sem lesão de partes moles ou exposição) ou Cirúrgico (fixação firme prevenindo os desvios na consolidação da fratura). No pós-operatório se inicia mobilidade precoce do joelho e tornozelo, apoio no solo permitido após a constatação da consolidação óssea, reabilitação assim que permitido pelo paciente (dores).

    pinos

    As Fraturas diafisárias da perna atigem a parte central (o meio) da perna. São provocadas, normalmente, por traumas de alta energia (como acidentes automobilísticos e motociclísticos), podendo ser fraturada em vários fragmentos (fratura cominutiva). Podem ocorrer também por traumas do esporte ou do dia a dia (como queda ou trauma direto durante pratica de exercícios ou na rotina diária) e são classificados como trauma de baixa energia, nesses traumas as fratura são tipicamente causadas por forças de torção (traço de fratura oblíquo ou espiral). Quatro métodos de tratamento das fraturas da diáfise da tíbia são mais aceitos, cada uma delas com sua indicação: a) redução incruenta acompanhada de imobilização gessada e/ou órtese pré-fabricada; b) fixação externa; c) redução cruenta com osteossíntese; d) fixação a foco fechado e uso de pinos intramedulares. A fisioterapia deve ser iniciada imediatamente após a conclusão de tratamento e a carga liberada após sinal de consolidação óssea (normalmente), a movimentação das articulações do joelho e tornozelo devem acontecer assim que o paciente permitir.

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    A Fratura do terço distal da tíbia são um grande desafio, de difícil alinhamento e, portanto, com grande chance de desenvolver sequelas (artrose, desvio de consolidação, etc). Esta fratura ocorre por um mecanismo de trauma de alta energia, normalmente com lesão de partes moles. Duas técnicas cirúrgicas são mais utilizadas para o tratamento dessas fraturas: a haste intramedular bloqueada e a placa colocada de maneira minimamente invasiva. Estudos biomecânicos  demonstraram que a fixação da fratura da fíbula associada com a fratura distal da tíbia auxilia na consolidação sem desvios da tíbia, mas não causam melhora na consolidação da fratura da tíbia. As fraturas em que o paciente apresenta grande comorbidade (complicações clínicas) e que apresentam pouco ou nenhum desvio podem ser tratadas conservadoramente. A fisioterapia deve ser iniciada o mais precoce possível, a depender do limite do paciente, visando melhora de movimento e analgesia, a carga (pisar) somente após evidência de consolidação óssea em exame de radiografia na maioria dos casos.

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    As Fraturas do Joelho podem ocorrer na patela (ou rótula), côndilos femorais (fêmur), platô tibial e eminência intercondilar ou Tuberculo (ambos na tíbia). As fraturas da tíbia e patela representam 1% de todas as fraturas ósseas e as fraturas dos côndilos do fêmur representam 4% de todas as fraturas do fêmur. Ao avaliar o paciente com suspeita de uma fratura no joelho é necessário verificar se existe edema (inchaço), hematoma (“ronxas”) e rigidez articular (restrição de movimento). As fraturas podem ser provocadas por trauma direto (de alta energia em pacientes jovens e baixa energia em mais idosos), por avulsão (arrancamento) ou entorse (torção do joelho).

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    As fraturas do Platô Tibial podem estar associadas a lesões ligamentares em 30% dos casos. Fraturas do Joelho sem desvio (lembrando que por ser uma articulação o desvio deve ser efetivamente inexistente ou mínimo) podem ser tratados conservadoramente, porém a maioria delas são de indicação cirúrgica.

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    As Fraturas de Patela ou Rótula são tratadas cirurgicamente com cerclagem, parafusos ou patelectomia (parcial ou total). As Fraturas de Côndilo Femoral são divididas em Supracondilares, Condilares e Intercondilares; e são usados parafusos, associados a placas ou não, para a fixação.

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    As Fraturas do Tubérculo da Tíbia com desvio necessitam de redução da mesma e fixação, normalmente com parafuso. As Fraturas do Platô Tibial necessitam que façamos a estabilização e alinhamento articular (muitas vezes a articulação afunda), para diminuir o risco de artrose no futuro. Assim que possível os exercícios de fisioterapia são essenciais para dobrar e estender totalmente o joelho, visando a recuperação da força e do equilíbrio.

    PLATO

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