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    Luxação do Ombro II – Instabilidade Multidirecional

    Luxação do Ombro II – Instabilidade Multidirecional

    Hoje iremos tratar da Luxação do Ombro associada a Instabilidade, bastante comum e que se caracteriza por alterações anátomo-funcionais do complexo cápsulo-ligamentar do ombro e dos músculos do manguito rotador.

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    A Instabilidade Multidirecional do Ombro (IMD) é caracterizada por subluxação ou luxação involuntária e sintomática da articulação glenoumeral, associada a dor e a sensação de Frouxidão ou Instabilidade, e foi descrita pela primeira vez em 1980 por Neer e Foster.

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    Foto de Charles Neer – Nova Iorque

    O Ombro possui estabilizadores estáticos e dinâmicos, trabalhando em conjunto. Não existe estrutura responsável primariamente pela estabilidade articular em todas as posições, cada estrutura contribui variando de acordo com a posição articular. O estabilizador estático mais importante é o complexo cápsulo-ligamentar (ligamentos glenoumerais superior, médio e inferior; e o ligamento coracoumeral). O Manguito Rotador atua como estabilizador dinâmico da glenoumeral (exercendo a função de força de compressão da cabeça em uma concavidade rasa), para que o manguito rotador possa exercer essa função, é necessário que os músculos estabilizadores da escápula, a superfície glenoidal e o labrum permaneçam perpendiculares à cabeça umeral, daí a importância que se dá ao controle muscular da escápula nestes pacientes.

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    A maioria dos pacientes com IMD é de adolescentes ou adultos jovens, muitos são atletas com atividades de lançamento (ginastas, nadadores, jogadores de vôlei, etc.), a ocorrência bilateral é frequente. Habitualmente, os pacientes têm ombros assintomáticos, hipermóveis até que algum evento precipite os sintomas. A discinesia escápulo-torácica é freqüentemente encontrada em pacientes com IMD, razão pela qual o movimento escápulo-torácico deve ser observado cuidadosamente no exame clínico. Encontra-se relatos do componente voluntário da IMD.

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    A IMD é de diagnóstico clínico e os estudos de imagem auxiliam o diagnóstico,com papel secundário. A Radiografia Simples exclui patologias ósseas associadas. A Ultrassom pode mostrar lesões de tendão ou algum processo inflamatório associado. A Ressonância Magnética demonstra o aumento do volume capsular, alterações anatômicas cápsulo-ligamentares e possíveis lesões cápsulo-labrais associadas.

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    A maioria dos autores concorda que o tratamento da IMD deve iniciar com um programa de reabilitação, para a melhoria dos estabilizadores dinâmicos, coordenação neuromuscular e propriocepção das articulações glenoumeral e escápulo-torácica; restabelecendo a estabilidade funcional, o equilíbrio de forças entre o manguito rotador – musculatura escapular – deltóide.

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    A cirurgia deve ser considerada para pacientes com instabilidade persistente, que não responderam a um longo período de reabilitação (seis a 12 meses); podendo realizar a Capsuloplastia Aberta ou Térmica, além do tratamento Artroscópico para reparo das lesões associadas e a plicatura da cápsula.

    WhatsApp Image 2019-08-02 at 10.20.00Artroscopia realizada por nossa equipe

     

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