• 09 SET 16
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    O Ombro do Atleta

    O Ombro do Atleta

             A maioria dos atletas, que sofrem lesões no ombro, é a dos praticantes de esportes que utilizam muito o membro superior como o basquete, vôlei, tênis, e outros menos praticados no Brasil, como rugby ou futebol americano Estatisticamente, a faixa etária de atletas que mais freqüentemente sofrem lesões varia de 16 a 25 anos. Dentre os tenistas profissionais, cerca de 50% sofrem algum tipo de lesão durante a carreira. Essas lesões devem-se à realização de movimentos repetidos que envolvem grande quantidade de energia num pequeno espaço de tempo, ou seja, são movimentos que exigem “explosão muscular”, ou então algum trauma direto sobre o ombro que está mais exposto devido aos movimentos realizados nestas atividades. Como conseqüência ocorrem fraturas, luxações, processos inflamatórios, tendinites, lesões de tendões do manguito rotador, tendão do bíceps, etc. Recentemente ocorreu grande evolução da traumatologia esportiva, sobretudo com o advento da artroscopia, possibilitando uma melhor compreensão das doenças, assim como aparecimento de melhores métodos de tratamento. As lesões que mais freqüentemente podem acometer os atletas são: instabilidades, síndrome do impacto, lesão do manguito rotador, fraturas e luxação acrômio-clavicular; também temos as instabilidades ocultas e lesões SLAP, que são as de mais difícil diagnóstico.

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    INSTABILIDADES

              As luxações ou instabilidades do ombro são de fácil diagnóstico (o ombro realmente salta de seu lugar, sendo necessário a colocação, ou redução, do mesmo). O tratamento deve ser realizado no primeiro momento na urgência, com a redução do ombro e posteriormente deve ser avaliado para realizar a continuidade do tratamento, podendo ser submetido a tratamento cirúrgico (artroscopia ou cirurgia aberta) ou conservador (fisioterapia e medicação).

    SÍNDROME DO IMPACTO E LESÃO DO MANGUITO ROTADOR

              As lesões do manguito rotador ou síndrome do impacto eram conhecidas como bursites ou reumatismos no passado, apresentam normalmente limitação da função do ombro e dores em locais. A depender do grau da lesão instalada o tratamento pode ser com medicação e fisioterapia (casos menos graves) ou com cirurgia (em casos em que a lesão é maior), podendo o atleta ao final da sua reabilitação retornar a atividade.

    FRATURAS

              Por se tratar, em sua maioria, de pacientes jovens as fraturas não são tão comuns (ossos jovens e mais fortes devido ao exercício), porém quando ocorrem são na sua maioria de tratamento cirúrgico, devido a demanda para o retorno a atividade e a maior chance de limitações quando o tratamento conservador é instituído.

    LUXAÇÃO ACRÔMIO-CLAVICULAR

              A luxação acrômio-clavicular é uma das lesões que ocorrem em atletas devido aos traumas diretos que ocorrem nos ombros, em quedas sobre o mesmo. São de fácil diagnóstico (radiografia simples) e normalmente causam dores mas não limitação do ombro. O tratamento vai depender do grau de lesão ligamentar que ocorre na luxação, quanto maior a lesão mais grave é a mesma e a indicação passa a ser de tratamento cirúrgico, com retorno as atividades após a reabilitação do atleta.

    INSTABILIDADE OCULTA

              Na fase inicial do arremesso o atleta leva seu ombro em posição de abdução e rotação externa máximas, provocando micro-traumas de repetição. Como consequência, ocorrem lesões na cápsula e ligamentos do ombro, essas lesões são responsáveis pelo quadro de dor sem que o atleta sofra luxação ou deslocamento da articulação. O diagnóstico pode ser feito pelo exame físico e pela Artro-Ressonância Magnética, que mostrará e lesão ligamentar. O tratamento eventualmente consiste na fisioterapia para fortalecer a musculatura, porém freqüentemente há indicação de correção cirúrgica, ou seja, a artroscopia deverá ser realizada com o objetivo de reparar as estruturas lesadas.

    LESÕES SLAP

              Trata-se de uma doença cuja sigla significa lesão superior dos lábios anterior e posterior, que ocorre em conseqüência da compressão da cabeça do úmero (ombro, braço) contra a borda superior da cavidade glenoidal (escápula, popularmente chamada de pá) levando a desinserção parcial do tendão do bíceps em sua porção articular junto ao lábio glenoidal. O quadro clínico consiste em dor que piora durante o arremesso, e o diagnóstico é feito mediante exame físico, em que há alguns testes especiais para se diagnosticar a lesão. A Artro-Ressonância Magnética é um bom exame para fazer o diagnóstico. O tratamento consiste na cirurgia pela via artroscópica, em pode-se fazer apenas uma limpeza dos ligamentos lesados, quando de lesões incompletas e eventualmente a sutura dos mesmos, quando as lesões são completas.

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