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    Síndrome do Túnel do Carpo

    Síndrome do Túnel do Carpo

    Síndrome do túnel do carpo é uma neuropatia resultante da compressão do nervo mediano no canal do carpo (ou túnel do carpo), estrutura anatômica que se localiza entre a mão e o antebraço. Através desse túnel rígido, além do nervo mediano, passam os tendões flexores que são revestidos pelo tecido sinovial. Qualquer situação que aumente a pressão dentro do canal provoca compressão do nervo mediano e a síndrome do túnel do carpo. É uma doença comum nos consultórios de ortopedia, sendo mais comum em mulheres na faixa etária dos 30 aos 60 anos e pode ser bilateral em 50-60% dos casos.

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    A causa principal da síndrome do túnel do carpo é a Lesão por Esforço Repetitivo (LER ou DORT), gerada por movimentos repetitivos como digitar ou tocar instrumentos musicais, uso de computadores, etc. Existem também causas traumáticas (quedas e fraturas), inflamatórias (artrite reumatóide), hormonais (gravidez e menopausa) e medicamentosas.

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    Os principais sinais e sintomas da síndrome do túnel do carpo incluem:

    • Dormência ou formigamento do polegar, dos dois ou três dedos seguintes ou palma da mão, de uma ou de ambas as mão;
    • Dor que se estende até o cotovelo;
    • Problemas com movimentos finos dos dedos (coordenação) em uma ou ambas as mãos;
    • Desgaste do músculo sob o polegar (em casos avançados ou de longa duração);
    • Movimento de pinça débil ou dificuldade para carregar bolsas (uma queixa comum);
    • Fraqueza em uma ou ambas as mãos.

    A dor normalmente é pior à noite, podendo ser tão intensa a ponto de acordar a pessoa. A flexão intensa dos punhos tende a piorar os sintomas de dormência e dor. Em casos mais avançados, a sensação de fraqueza da musculatura inervada pelo nervo mediano pode ser percebida na dificuldade de segurar um copo, fechar um tampa ou mesmo amarrar sapatos.

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    O exame físico deve ser o início do acompanhamento médico, dois testes ajudam a estabelecer o diagnóstico: o teste de Phalen e o teste de Tinel. Podem ser usados exames de imagem para auxiliar nesse diagnóstico, tais como a Radiografia (principalmente com história de fraturas e traumas), Ultrassonografias e Eletroneuromiografias; que ajudam também a classificar o grau de comprometimento.

    O tratamento leva em conta o grau de comprometimento da doença. Se for leve, normalmente indica-se a colocação de órtese para imobilizar o punho (durante o sono) e o uso de anti-inflamatório não-hormonal. Se não houver melhora pode-se fazer uso de injeções com maior poder anti-inflamatório e lanças mão de sessões de fisioterapia. Esgotadas as possibilidades de tratamento clínico, é indicada a cirurgia, a liberação do túnel carpal. A cirurgia normalmente é bem-sucedida, mas depende de por quanto tempo o nervo foi comprimido e também da gravidade dessa compressão.

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    Algumas medidas podem ser adotadas para ajudar a aliviar os sintomas, ainda que temporariamente:

    • Faça pausas rápidas de atividades repetitivas envolvendo o uso de suas mãos;
    • Gire os pulsos e esticar as palmas das mãos e dedos;
    • Usar uma tala de pulso durante a noite. Talas de pulso estão geralmente disponíveis na maioria das farmácias ou farmácias. A tala deve ser confortável e não muito apertadas;
    • Evite dormir em suas mãos para ajudar a aliviar a dor ou dormência nas mãos e punhos.
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