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    Trauma Raqui-Medular

    Trauma Raqui-Medular

    O Trauma Raqui-Medular (TRM) é uma lesão que ocorre em qualquer região da medula espinhal (que passa dentro do canal vertebral ou medular), podendo provocar mudanças permanentes nas funções motoras e sensitivas na região do corpo abaixo da lesão (de maneira popular, ruptura da medula, como um cabo rompido). O mesmo pode ser traumático ou não, as lesões traumáticas podem ser completa (em que há perda total da função motora e sensorial abaixo do local da lesão) ou incompleta (em que essa perda é parcial). O TRM é uma situação que deve ser assistida imediatamente, traumática ou não, de forma a evitar o agravamento da lesão e a sequela definitiva.

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    Os sinais e sintomas de um traumatismo raquimedular dependem da severidade da lesão e da região onde ocorre. A pessoa pode ficar paraplégica (lesão na parte do tronco, pernas e região pélvica limitados), ou tetraplégica (lesão na cervical. afetando corpo abaixo do pescoço). Os sintomas são a perda dos movimentos e sensibilidade, espasmos musculares e reflexos exagerados, disfunção sexual (na sensibilidade sexual ou na fertilidade), dor, perda do controle da bexiga ou do intestino.

    O TRM acomete pessoas de qualquer faixa etária, sendo mais frequente na população jovem do sexo masculino entre 15 a 35 anos e indivíduos acima de 65 anos, segundo o banco de trauma norte americano. Nos EUA a incidência de TRM é de aproximadamente 10.000 casos novos por ano e a mortalidade no TRM isolado é de 5 a 7%, elevando-se para 20% quando associado a outras lesões traumáticas. Atualmente a primeira causa traumática são os ferimentos por armas de fogo (com o aumento da violência urbana), seguidos pelos acidentes de transito e quedas de altura. Os mergulhos são mais comum no período de verão. As principais causas de TRM são os acidentes de trânsito, quedas, luta, desportos violentos, mergulho em local raso ou numa posição incorreta, ferimento de uma bala ou uma faca; ou mesmo por doenças como artrite, câncer, infecção ou degeneração dos discos da coluna vertebral.

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    Após um acidente (queda ou algo que possa ter provocado um TRM) deve-se evitar mover a pessoa lesionada e ligar de imediato para a emergência médica. Além disso, deve-se manter a pessoa imobilizada e se possível, colocar toalhas pesadas dos dois lados do pescoço, de forma a segurar a cabeça e evitar que se mova até os médicos chegarem e colocarem um colete cervical, e se for o caso, estancar qualquer hemorragia que ocorra.

    A lesão medular pode ser primária ou secundária. A primária é aquela que ocorre diretamente pelo trauma e pode ser classificada como penetrante ou não, os mecanismos envolvidos nesta são a compressão, o impacto, o estiramento e as complexas lesões pro projeteis sobre os elementos neurais. A lesão secundária está intimamente relacionada ao processo inflamatório, com ativação de substâncias deste processo, além de eventos isquêmicos que produzem ou agravam a lesão neural existente.

    O diagnóstico da lesão na medula espinhal e qual a severidade passam pelas Radiografias, que revelam problemas vertebrais, tumores, fraturas ou outras alterações na coluna. A Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética, que identificam hérnias discais, coágulos de sangue ou outros fatores que possam fazer pressão sobre a medula (fraturas, listeses, etc). A Eletroneuromiografia também pode ser usada para determinar grau da lesão, definindo a severidade e ajudando no prognóstico.

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    O tratamento vai variar de acordo com a causa do TRM. Quando temos as causas de origem traumática, após o primeiro atendimento realizado na emergência, devemos realizar a estabilização da coluna, cirurgicamente ou não, como debatido na postagem anterior; e a utilização de medicação e suporte multidisciplinar. As causas não-traumáticas devem ser avaliadas com exames de imagem e avaliação clínica, sendo realizada a descompressão medular. A equipe de reabilitação deve ser composta por psicológico, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, enfermeiro de reabilitação, assistente social, nutricionista e o médico especialista em lesões da medula espinhal.

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    Ainda não é possível reverter por completo os danos de uma lesão da medula espinhal, no entanto, pesquisas para novos tratamentos estão sendo desenvolvidas em todo o mundo.

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